ursa maior

A ursa maior é uma das constelações mais antigas e encontra-se na lista das 48 constelações definidas do Almagesto de Ptolomeu. É a 3ª maior constelação e pode ser observada durante todo o ano.

Esta é constituída por muitas estrelas, mas apresenta 7 mais brilhantes e, consequentemente, mais fáceis de reconhecer. Estas são Dubhe (a estrela alfa desta constelação), a Merak, a Phecda, a Megrez, a Alioth, a Mizar e a Alkaid ou Benetnasch. A figura constituída por estas 7 estrelas é um asterismo, ou seja, um agrupamento que não constitui uma constelação (pois uma constelação contém um grande número de objetos, muito além das estrelas principais que se vêem mais facilmente). Juntas desenham uma figura que relembra um quadrado e uma cauda (figurativamente representando a imagem de um urso).

Segundo a mitologia grega, Zeus apaixonou-se por Calisto e estes tiveram um filho chamado Arcas. Zeus era casado, pelo que quando a sua esposa descobriu o seu caso transformou Calisto numa ursa. Posteriormente ela encontrou-se com o seu filho, mas este achou que iria ser atacado pela grande usa pelo que a tentou matar. Zeus apercebeu-se a tempo e transformou Arcas num pequeno urso e levou mãe e filho para o céu. No entanto, a esposa de Zeus empurrou-os para perto do Polo Norte para que estes não tivessem descanso ao serem sempre visíveis.

Conforme a mitologia grega, Calisto e Arcas representam a Ursa Maior e a Ursa Menor, respetivamente. Muitos povos partilharam a sua própria interpretação deste asterismo, nomeadamente os germanos que idealizavam uma carroça puxada por três cavalos, os hebreus que imaginavam uma concha que media quantidades de cereal e os chineses que também viam uma concha que fornecia comida em tempos de fome.

Curiosamente, os egípcios associavam estas 7 estrelas à imortalidade, uma vez que as podiam apreciar durante todo o ano.

A Ursa Maior é uma das constelações mais memoráveis para os ser humanos devido à sua fácil localização. Por isso é mencionada em diversos trabalhos de imensos artistas ao longo de milhares de anos, nomeadamente Homero, Shakespeare, Tennyson, Spenser, Bertrand Cantat e até Van Gogh. Apesar de só ser vista no hemisfério norte é admirada e apreciada por todos aqueles que a vêem e mostra o quão importante uma simples constelação pode ser para seres humanos.

 

Texto escrito pelo elemento da secção, Diana Mortágua.

 

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